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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Paulo Bernardo: "Internet vai bombar no curtíssimo prazo"

Paulo Bernardo: "Internet vai bombar no curtíssimo prazo"

Ministro das Comunicações diz, em vídeo ao iG, que governo quer substituir livros didáticos por tablets nas escolas públicas


Leia mais:
http://economia.ig.com.br/paulo-bernardo-internet-vai-bombar-no-curtissimo-prazo/n1597218580903.html

domingo, 28 de agosto de 2011

Brasileiro reclama de quê?

Existe questões que são o X, outras são o Ó. Para mim o texto abaixo cabe na categoria das primeiras, são poucos comuns, mas abordam o âmago do problema.

Um texto que trata do X da corrupção ou do âmago da questão.

Jesus já tratou do que está escrito abaixo, em várias passagens do evangelho. Quem quiser/puder indique os capitulos e versiculos nos comentários.

Sigamos em frente, lutando sem trégua, inclusive com nós mesmos.

Abraço,

Zezito de Oliveira

Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro reclama de quê?

O Brasileiro é assim:

A- Coloca nome em trabalho que não fez.

B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença.

C- Paga para alguém fazer seus trabalhos.

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.

7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.

9. - Viola a lei do silêncio.

10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.

13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

14. - Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.

15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.

17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.

19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

21.. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.

22. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.

28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos....

Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!
Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...."

Amigos!
Esse é um dos e-mails mais verdadeiros que recebi.
Colhemos o que plantamos! A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes.
alerta

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Divulgue para o máximo de pessoas!

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

·
Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis
Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....


Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

O que tenho feito pelos nossos “brasileirinhos ”?

José Renilson Souza Santos *

No mundo atual, cada vez mais crianças e adolescentes brasileiros estão mergulhados no mundo das drogas e da prostituição infantil. São o alvo privilegiado da ação criminosa de narcotraficantes e pedófilos.

Contribui para a manutenção e agravamento deste quadro a notória falta de conhecimento específico da área pedagógica que, por meio de palestras, seminários e cursos de capacitação, poderia trabalhar o lado psicossocial destas jovens vítimas.

Hoje, em nosso país, os movimentos que tem por missão e filosofia trabalhar com crianças e adolescentes, a exemplo do escotismo, desbravadores, bandeirantes, policia - mirim e outros, não atingem mais do que 1,82% do universo de aproximadamente 45 milhões de brasileiros jovens.

Diante desta realidade cruel, a varonil nação brasileira limita-se a viver no mundo da ‘cobrança’ aos políticos e poderes públicos. Esquece, porém, que se cada um de nós, dentro de suas possibilidades, fizesse o nosso melhor em prol destes jovens, com certeza seria uma grande ação social e pedagógica na luta contra o crime organizado, que tem, a cada dia, aumentado suas fileiras com os nossos “brasileirinhos” .

É evidente que se trata de uma luta desigual onde, de um lado, estão os referidos movimentos sociais, com seu trabalho inspirado no espírito do voluntariado e, do outro, as organizações criminosas, com toda a sua estrutura suportada por amplos recursos financeiros que suprem as carências das nossas crianças e adolescentes, oferecendo-lhes um mundo “colorido”, porém, com um fim trágico: a morte em tenra idade.

Além dos movimentos supracitados, nós também precisamos levar ao conhecimento de nossos jovens, sua origem, cultura e direitos, com fundamento na ciência histórica. Tal ação terá como fonte de informação as Ong’s, como por exemplo, a Ong Ação Cultural, em Aracaju/SE, que tem entre seus fundadores o agente cultural e professor de História Zezito de Oliveira.

Precisamos, urgentemente, ocupar nossas crianças e adolescentes com atividades sadias e proveitosas para sua vida de hoje e seu futuro como cidadão e profissional. Mas isso só será possível se pararmos de procurar culpados e, dentro do espírito do voluntariado, nos somar e bradarmos que somos mais um a estar do lado do bem e da decência em prol dos nossos brasileirinhos.

"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a. ''

Johann Goethe


*Promotor Nacional de Policia Comunitária

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

INSTITUTO LUCIANO BARRETO JUNIOR. Fiquem ligados!

Missão
Contribuir para o desenvolvimento humano de adolescentes e jovens sergipanos por meio de ações sócio-educativas voltadas para a preparação para o trabalho, infoinclusão social e o exercício pleno da cidadania.

Objetivos
Como uma Instituição sem fins lucrativos, o ILBJ tem como objetivo maior, desenvolver as potencialidades do ser humano, em especial de adolescentes e jovens sergipanos em situação de risco social e/ou pessoal, através de ações e projetos educativos, sócio-culturais e esportivos, que os prepare para a vida, para o mundo do trabalho e para a cidadania.

Para realizar este objetivo, o Instituto pretende, mais especificamente:
- Promover atividades direta ou indiretamente relacionadas educação, cultura e a preparação para o trabalho e cidadania de adolescentes e jovens de baixa renda no Estado de Sergipe;
- Contribuir para o acesso de adolescentes e jovens, a informação e aos meios para adquiri-la, visto que se entende a democratização da informação como direito social básico;
- Desenvolver, coordenar e apoiar projetos estratégicos nos campos da educação, cultura, esporte e trabalho, voltados para o desenvolvimento de adolescentes e jovens;
- Estimular os mecanismos de inclusão social e de promoção da cidadania, de forma autônoma ou mediante parcerias e intercâmbios com organizações não governamentais, universidades, empresas e outras entidades.
- Ser instrumento da sociedade civil organizada na viabilização de projetos que identifique e apresente soluções para as demandas e necessidades de adolescentes e jovens, mobilizando recursos humanos, técnicos e financeiros;
- Propiciar a tecnologia como um recurso democrático, de acesso a todos que dela necessitam, não apenas de uma minoria.

Confira aqui:

http://www.ilbj.org.br/


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Especial ECA 21 Anos


Fonto: Portal Pró-Menino


As contribuições do ECA à noção de direito à educação

Salomão Barros Ximenes

Salomão Barros Ximenes é advogado e coordenador de programa da ONG Ação Educativa

Antes mesmo que a própria legislação do ensino – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) e Plano Nacional de Educação (2001) -, o ECA veio reafirmar o direito à educação de crianças e adolescentes na forma estabelecida na Constituição Federal de 1988. No entanto, a partir do olhar retrospectivo, há três aspectos sobre os quais o ECA depositou mudanças profundas no campo educacional.

A primeira mudança decorre da própria revolução da noção jurídica de infância e adolescência, amplamente relatada na literatura, que deixaria de ser considerada sob o signo da inferioridade e da tutela e passaria ao estágio de sujeito de direito. Evidente que as implicações sociais, políticas e jurídicas daí advindas ainda estão muito longe de serem compreendidas e vivenciadas na prática. Na educação escolar há uma melhor delimitação de tais implicações: o estudante (sujeito de direito) ganha o direito ao respeito por parte do educadores. Na verdade, mais que meros destinatários, as crianças e adolescentes passam a ser sujeitos da comunidade escolar, com direito a contestar critérios avaliativos e a recorrer a instância avaliativas superiores e a participar e atuar politicamente em entidades estudantis livres e autônomas (ECA, art.53). Tais direitos, é preciso que se diga, são amplamente violados uma vez que se contrapõem à cultura escolar hegemônica.

Relacionado à assunção de um novo sujeito na escola – o estudante – há a própria mudança do lugar dessa instituição (se não a mudança completa, ao menos a incorporação de uma nova identidade). A escola, além de agência (re)produtora de padrões e conhecimentos, passa ser encarada como espaço de realização de direitos, sendo por isso chamada a compor o denominado Sistema de Garantias de Direitos. Isso exige das instituições de ensino a abertura de canais de comunicação com órgãos de promoção, defesa e controle social dos direitos infanto-juvenis e dos direitos humanos em geral. A escolas perdem a “autonomia” para escolher os bons estudantes e passam, do contrário, a ser cada vez mais demandadas a colaborar com as políticas de prevenção e reparação a direitos violados.

Também a implantação desta nova identidade sofre enormes resistências nos sistemas de ensino, o que pode ser expresso na desconfiança generalizada em relação aos Conselhos Tutelares, entidades de atendimento e Justiça especializada.

Na verdade, o desafio apontado pelo ECA diz respeito à própria ampliação da noção de educação escolar hoje em voga, o que pode ser expresso no debate sobre indicadores de qualidade do ensino. A educação é parte dos direitos humanos, o que implica tanto o reconhecimento da exigibilidade e justiciabilidade da educação nas instâncias nacionais e internacionais de tutela a tais direitos como que a educação deve promover a realização dos demais direitos humanos e respeitar, em seu processo, os direitos dos sujeitos implicados.

Daí a necessidade de dar voz aos mais diferentes atores do processo educacional – inclusive e sobretudo as criança e os adolescentes -, fortalecendo na sociedade uma concepções democratizadora de qualidade e de avaliação da educação, capazes de dar conta de todas as dimensões de realização desse direito: insumos assegurados com igualdade, processos educacionais que respeitem os direitos humanos e assegurem autonomia dos sujeitos e das escolas e, por fim, resultados que expressem uma concepção ampla de educação, capaz de formar para o desenvolvimento humano, a inserção no mundo do trabalho e o exercício da cidadania. Como resultado geral de uma educação conforme os direitos humanos espera-se, sobretudo, uma sociedade igualitária, no sentido de que as oportunidades educacionais, econômicas e sociais não sejam pré-determinadas, quase que como direitos reais repassados por herança.

Tais reformas requerem uma combinação de autonomia efetiva e condições de gestão democrática nos sistemas de ensino. Autonomia que não seja confundida com abandono ou com impermeabilidade aos demais órgãos, mas que tem como pressuposto a ampliação significativa do investimento na escola pública, a valorização dos trabalhadores da educação, capaz de tornar o magistério uma profissão desejada pela maioria dos jovens, e a formação permanente desses profissionais.

Assim, é inegável que a noção jurídica de infância e adolescência e a ampliação da função social da escola ocorreu, até os dias de hoje, muito mais na esfera normativa que na realidade. Por falar em realidade, o enfoque no debate sobre qualidade social do ensino não nos pode fazer esquecer que há enormes desafios ainda no aspecto da inserção escolar de amplos contingentes de crianças e adolescentes, sobretudo das camadas populares. Só 19% das crianças de zero a três anos tem oportunidade de freqüentar uma creche; 24% daquelas com idade entre quatro e cinco anos não encontra vagas em pré-escolas, mesmo sendo sua matrícula obrigatória por força da Emenda Constitucional n° 59/2009; mais de 1 milhão de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 14 anos, adequada para o ensino fundamental, ainda se encontra fora das escolas, apesar do senso comum quanto à “universalização” do acesso a esta etapa; e, no ensino médio, além da exclusão escolar, temos enormes problemas quanto ao fluxo e permanência dos estudantes nas escolas, sem falar na pouca perspectiva de continuidade dos estudos em instituições de qualidade.

Mas há um ponto em que o ECA trouxe resultados efetivos: o reconhecimento da exigibilidade do direito à educação de crianças e adolescentes. Quando de sua promulgação, em 1990, os direitos sociais em geral eram entendidos como inexigíveis, uma vez que se tratavam de objetivos constitucionais e legais a serem implementados progressivamente através de políticas públicas.

O ECA, no entanto, como o Código de Defesa do Consumidor, trouxe uma nova perspectiva para o ativismo jurídico em defesa dos direitos coletivos e difusos, provocando, por conseguinte, a resposta de instituições estatais de defesa como o Ministério Público, a Defensoria Pública e o próprio Judiciário. Este passa a crescentemente reconhecer a possibilidade de se exigir judicialmente o controle de políticas públicas, sobretudo quando o Poder Público se omite na garantia de vagas em escolas para todas as crianças de uma determinada circunscrição. Mesmo limitadas do ponto de vista temático, essas novas demandas abrem um conjunto de possibilidades para a luta social por direitos educacionais, incorporando definitivamente o princípio da justiciabilidade que estrutura o chamado “eixo de defesa” do Sistema de Garantias inaugurado pelo ECA.

* Advogado, graduado em direito, mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutorando em Direito do Estado (USP). É assessor e coordenador de programa da ONG Ação Educativa Assessoria, Pesquisa e Informação e membro da Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

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