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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Textos para o Juri Simulado do 8º ano

Ludismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Desenho de dois ludistas destruindo uma máquina de tear em 1812.
 
O ludismo foi um movimento que ia contra a mecanização do trabalho proporcionado pelo advento da Revolução Industrial. Adaptado aos dias de hoje, o termo ludita (do inglês luddite) identifica toda pessoa que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias, geralmente vinculadas ao movimento operário anarcoprimitivista.
As reclamações contra as máquinas e a sua substituição em relação à mão-de-obra humana, já eram normais. Mas foi em 1811, na Inglaterra, que o movimento operário estourou, ganhando uma dimensão significativa.
O nome deriva de Ned Ludd, personagem criada a fim de disseminar o ideal do movimento operário entre os trabalhadores. Os luditas chamaram muita atenção pelos seus atos. Invadiram fábricas e destruíram máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos, requerendo, contudo, movimentos operários e duras horas de jornada de trabalho. Os luditas ficaram lembrados como "os quebradores de máquinas".
Para além de histórico, este termo representa também um conceito político, usado para designar todos aqueles que se opôem ao desenvolvimento tecnológico ou industrial. Estas pessoas são também chamadas de "luddites", em inglês, ou "luditas", em português, e o movimento social é hoje conhecido como o neoludismo. Um exemplo de um autor que se identifica com esta designação é o Kirkpatrick Sale, que escreveu o livro "Rebels Against the Future" ou Movimento Operário.
Para o historiador Eric J. Hobsbawn. o ludismo "era uma mera técnica de sindicalismo de operários no período que precedeu a revolução industrial e as suas primeiras fases operáricas".

Como aconteceu

Desenho publicado em 1812 mostrando trabalhadores comandados pelo lendário general Ned Ludd destruindo uma tecelagem
O Movimento Ludista teve o seu momento culminante no assalto noturno à manufatura de William Cartwright, no condado de York, em Abril de 1812. No ano seguinte, na mesma cidade, teve lugar o maior processo contra os ludistas: dos 64 acusados de terem atentado contra a manufatura de Cartwright, 13 foram condenados à morte e 2 a deportação para as colônias. Apesar da dureza das penas, o certo é que o movimento ludista não amainou, dado que os operários viviam em péssimas condições.

Repressão e declínio

O Ludismo enquanto prática de destruição de máquinas passou a ser cada vez mais hostilizado pelo patronato que recorreram aos parlamentos, visando a criação de leis mais severas para punir os envolvidos em revoltas. O Reino Unido que já possuía em sua legislação uma lei datada de 1721 que definia o exílio como pena máxima para a destruição de máquinas, em 1812 como resultado da oposição contínua a mecanização adotou o Frame-Breaking Act definindo a pena de morte para casos de destruição de máquinas.
A perseguição aos ludistas tornou-se implacável, com centenas de pessoas sendo presas e torturadas, dezenas de executados, industrial e a criação das primeiras trade unions (sindicatos) tornaram-se outros limitantes para o alcance e as possibilidades das revoltas ludistas, fazendo com que o ludismo entrasse em declínio em meados do século XIX.

Repercussão no mundo

O ludismo não foi um fenômeno exclusivamente inglês, tendo-se registrado movimentos semelhantes na Bélgica, na Renânia, na Suíça e na Silésia.

Terminologia

Pode-se encontrar os termos com as seguintes variações:
  • Ludistas, luditas, luddistas (grafado assim com dois "d" na 5ª edição do VOLP)

Ver também

Ligações externas

Charges e documentos da época

Bibliografia

Ary Hercolendes da Cunha, em seu livro "As Diferentes Organizações na História Européia".

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As condições da classe operária à época da Revolução Industrial
A Inglaterra, de fins do século XVIII a meados do século XIX, viveu um período conturbado. Foi o período do crescimento das cidades e da população urbana, construção de inúmeras ferrovias, aparecimento de fábricas e das classes sociais da época capitalista: a burguesia, detentora dos meios de produção, e o proletariado, cuja força de trabalho era explorada. Eram os anos da Revolução Industrial.
A base da mentalidade dos burgueses de tal época era a exploração máxima da classe trabalhadora – o proletariado – de maneira que pudessem garantir o lucro e manter a massa operária dependente. E esta, na maioria, era oriunda dos cercamentos dos campos realizados na Inglaterra e que forçaram a população rural a trabalhar em meios alternativos no próprio campo ou a migrar para as cidades em busca de empregos – principalmente nas minas de carvão ou nas primeiras fábricas, sobretudo as têxteis, de alimentos, bebidas, cerâmica e outros demais produtos que visavam o nascente mercado consumidor urbano.
Os trabalhadores, submetidos a esta nova ordem, muito sofreram em busca de melhorias de vida que nunca chegavam, devido ao salário extremamente baixo. Acabavam, assim, realizando seus serviços pela própria subsistência, sob péssimas condições de trabalho, em jornadas extremamente longas – às vezes de 16 horas diárias – trabalhando até o limite das forças e, não raro, tidos por negligentes e insubordinados pelos seus empregadores, ainda que tal se desse pela exaustão física. Ademais, tiveram que aprender a trabalhar de maneira regular e ininterrupta, de forma que o trabalho rendesse. Além disso, utilizavam meios de produção que não lhes pertenciam e geravam excedentes que, da mesma forma, nunca iriam lhes pertencer, com a única finalidade de produzir o lucro para os burgueses. Esses patrões os utilizariam para continuar a financiar a industrialização, ou seja, enriquecendo frente ao contínuo empobrecimento dos proletários, o que levava os segundos à insatisfação, muitas vezes ocasionando conflitos. Vemos assim que o proletário era alienado do seu trabalho, pois além de não saber qual era o fim da sua produção, não podia usufruir o produto que era destinado a outros.
Importante ressaltar a preferência de certos burgueses pela utilização em larga escala da mão-de-obra considerada mais “dócil” e – claro – mais barata, como as mulheres (principalmente para a tecelagem), crianças e rapazes abaixo dos 18 anos de idade, o que levava ao desemprego dos homens adultos.
Dessa forma, a miséria e a fome não tardaram a aparecer, assim como doenças como a cólera e o tifo nas humildes regiões habitacionais, devido às péssimas condições de higiene, escassez do fornecimento de água e pelo fato de não terem como se protegerem do frio. Tal quadro levou à morte inúmeros trabalhadores pobres.
A triste realidade da classe trabalhadora não se restringiu à população urbana. Da mesma forma, os camponeses, desprovidos de terra ou assentados em terrenos inférteis, também sofriam com a fome.
Apesar disso, a classe dominante manteve-se insensível a tal realidade, preferindo ignorar os problemas sociais, pois não se sentia diretamente atingida por eles. Era mais cômodo e fácil fingir que nada via e tratar seus empregados como se não fossem seres humanos.
A cidade se expandia e as habitações populares passaram a crescer ao redor delas causando um ambiente pouco atrativo e um empobrecimento das cidades fabris. F. Engels, em sua obra “A condição da classe trabalhadora na Inglaterra” [1] diz: “Um dia andei por Manchester com um destes cavalheiros da classe média. Falei-lhes das desgraçadas favelas insalubres e chamei-lhe a atenção para a repulsiva condição daquela parte da cidade em que moravam os trabalhadores fabris. Declarei nunca ter visto uma cidade tão mal construída em minha vida. Ele ouviu-me pacientemente e na esquina da rua onde nos separamos comentou: ‘E ainda assim, ganham-se fortunas aqui. Bom dia, senhor!’”.
Uma parte do operariado, acreditando na mensagem ideológica da burguesia de que quanto mais se trabalhasse, mais ganharia, não desistia e labutava dia após dia. Porém, muitos outros, desiludidos e desmoralizados pela extrema exploração e o constante empobrecimento, caíam no alcoolismo, demência, suicídio e as mulheres, na prostituição ou – em muitos outros casos –, buscavam refugiar-se na promiscuidade.
No entanto, parte desse contingente de miseráveis via a saída na rebelião, na revolta, revolução. Fizeram greves, revoltas armadas ou não, rebeliões e – muito importante – formaram os sindicatos - as trade unions, visando a sua segurança, melhoria das condições de trabalho e o fortalecimento da luta operária. Indispensável ressaltar que, quando tomam consciência do seu papel na sociedade, reconhecessem-se como agentes sociais e transformadores, ou seja, não seria mais ou “pobre” enfrentando o “rico”, e sim a classe operária explorada e consciente enfrentando o seu explorador, responsável pela sua miséria e desgraça, o burguês capitalista.
CRONOLOGIA:
  • 1780: Início do processo de industrialização na Grã-Bretanha.
  • 1789: Inicia-se a Revolução Francesa
  • Entre 1789 e 1848: Europa e América inundadas por especialistas, máquinas a vapor e maquinarias para algodão e investimentos britânicos,
  • Década de 1830: As artes e literatura passam a abordar a questão da Revolução Industrial e a ascensão da sociedade capitalista.
  • A partir da década de 1840: A classe operária, com acesso às obras socialistas como, por exemplo, O manifesto comunista, passa a se rebelar mais intensamente.
  • 1848: Revoluções de cunho socialista mudam o conceito de revolução de liberalismo para socialismo.
TRECHOS ADICIONAIS DE ÉPOCA:
A canção dos tecelões de Lyon (França), citada por Eric Hobsbawn em sua obra A Era das Revoluções:
“Pour gouverner il faut avoir
Manteaux ou ruban em sautoir (bis)
Nous em tissons pour vous, grands de la terre,
Et nous, pauvres canuts, sans drap on nous enterre.
C’est nous les canuts
Nous sommes tout nus. (bis)
Mais notre règne arrivera
Quand votre règne finira.
Alors nous tisserons lê linceul du vieux monde
Car on entend dèjá la revolte qui gronde.
C’est nous les canuts
Nous n’irons plus nus.
”
“Para governar é preciso ter
Mantos ou condecorações em brasões
Nósos tecemos para vós, grandes da terra,
E nós, pobres operários, sem roupa, somos enterrarrados.
Somos nós os canuts ( operários)
Nós estamos nus.
Porém, quando chegar nosso reino
Quando vosso reino terminar
Então nós teceremos a mortalha do velho mundo
Porque já se percebe a revolta que troa
Somos nós os canuts ( operários)
Não estaremos mais nus.
”
Reflexão de A. de Toqueville, extraída da obra A Era das Revoluções de Eric J. Hobsbawn:
“Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra o ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem.” – A. de Toqueville a respeito de Manchester.(TOQUEVILLE, A. de, Journeys to England and Ireland, ed. Mayer, 1958, p. 107-8.)
Entrevista realizada com o pai de duas meninas menores de idade à época:
“1. Pergunta: A que horas vão as menores à fábrica?
Resposta: Durante seis semanas foram às três horas da manhã e voltaram às dez horas da noite.
2. Pergunta: Quais os intervalos concedidos durante as dezenove horas, para descansar ou comer?
Resposta: Quinze minutos para o desjejum, meia hora para o almoço e quinze minutos para beber.
3. Pergunta: Tinha muita dificuldade para despertar suas filhas?
Resposta: Sim. A princípio, tínhamos que sacudi-las para despertá-las e se levantarem, bem como vestirem-se antes ir ao trabalho.
4. Pergunta: Quanto tempo dormiam?
Resposta: Nunca se deitavam antes das onze horas, depois de lhes dar algo que comer, e então, minha mulher passava toda a noite em vigília ante o temor de não despertá-las na hora certa.
5. Pergunta: A que horas eram despertadas?
Resposta: Geralmente, minha mulher e eu nos levantávamos às duas horas da manhã para vesti-las.
6. Pergunta: Então, somente tinham quatro horas de repouso?
Resposta: Escassamente quatro.
7. Pergunta: Quanto tempo durou essa situação?
Resposta: Umas seis semanas.
8. Pergunta: Trabalhavam desde as seis horas da manhã até às oito e meia da noite?
Resposta: Sim, é isso.
9. Pergunta: As menores estavam cansadas com esse regime?
Reposta: Sim, muito. Mais de uma vez ficaram adormecidas com a boca aberta. Era preciso sacudi-las para que comessem.
10. Pergunta: Suas filhas sofreram acidentes?
Resposta: Sim, a maior, a primeira vez que foi trabalhar, prendeu o dedo em uma engrenagem e esteve cinco semanas no hospital de Leeds.
11. Pergunta: Recebeu o salário durante esse tempo?
Resposta: Não, desde o momento do acidente, cessou o salário.
12. Pergunta: Suas filhas foram remuneradas?
Resposta: Sim, ambas.
13. Pergunta: Qual era o salário em semana normal?
Resposta: Três shillings por semana, cada uma.
14. Pergunta: E quando faziam horas suplementares?
Resposta: Três shillings e sete pences e meio.
”. (NASCIMENTO, Amauri Mascaro, “A indignação do trabalho subordinado”, IN: Curso de Direito do Trabalho, Saraiva, São Paulo,1992, pág. 11-12.)
SUGESTÕES DE FILMES:
  • Germinal – retrata a situação dos trabalhadores das minas de carvão na França.
  • Tempos Modernos – situando-se num período um pouco mais à frente, Charlie Chaplin retrata a produção em série do trabalho nas fábricas.
BIBLIOGRAFIA:
  • RODRIGUES, Antonio Edmilson Martins, “As Revoluções Burguesas”, IN: O século XX – O tempo das incertezas – Da formação do capitalismo à Primeira Grande Guerra, FILHO, Daniel Aarão Reis, FERREIRA, Jorge, ZENHA, Celeste (org.), Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2000.
  • DOWBOR, Ladislau, “Acumulação do capital”, IN: O que é CAPITAL, Abril Cultural / Brasiliense, São Paulo, 1985, Coleção Primeiros Passos.
  • ANTUNES, Ricardo L. C., “O advento do capitalismo e o papel dos sindicatos” e “O nascimento do sindicalismo e das lutas operárias: os trade-unions”, IN: O que é SINDICALISMO, Abril Cultural / Brasiliense, São Paulo, 1985, Coleção Primeiros Passos.
  • HOBSBAWN, Eric J., “A Revolução Industrial”, “A carreira aberta ao talento” e “Os trabalhadores pobres”, IN: A Era das Revoluções: 1789 – 1848.”, Paz e Terra, São Paulo, 2005.
  • CODO, Wanderley. “O que é alienação”, IN: O que é ALIENAÇÃO, Nova Cultural / Brasiliense, São Paulo, 1986, Coleção Primeiros Passos.
  • DICIONÁRIO DO PENSAMENTO MARXISTA, BOTTOMORE, Tom (editor), Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1983
  • THOMPSON, E. P. “Plantando a árvore da liberdade”, IN: A formação da classe operária inglesa – A árvore da liberdade, Paz e Terra, São Paulo, 2004, Volume 1.
  • GIDDENS, Anthony, “As obras da Juventude Marx”, IN: Capitalismo e Moderna Teoria, Presença, Lisboa, 1994.
  • NASCIMENTO, Amauri Mascaro, “A indignação do trabalho subordinado”, IN: Curso de Direito do Trabalho, Saraiva, São Paulo,1992.
[1] F. Engels, Conditions of the working class in England, capítulo XII.
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

júri simulado



Car@s alun@s, segue um roteiro da atividade  júri simulado que será realizada por aquel@as  que ficaram em recuperação.
O tema dos 7º anos será: Culpadas ou inocentes, mulheres queimadas na idade média, acusadas de bruxaria.
O tema dos 8º ano será: Culpados ou inocentes, operários acusados de baderna e vandalismo no inicio da revolução industrial.
O tema do 9º ano será: Golpe de 1964. Defesa do Brasil contra o comunismo ou golpe das elites contra a democracia para evitar a distribuição de renda.

Como fazer um júri simulado

Júri simulado, como o nome diz, é a simulação de um tribunal judiciário, em que os participantes têm funções predeterminadas.
Formam-se três grupos: dois grupos de debatedores (com mesmo número de pessoas) e uma equipe responsável pelo veredicto (o júri popular - com um número menor de componentes, entre três e seis alunos, de uma sala com 30, por exemplo).
O papel do professor é o de coordenar a prática, delimitando o tempo para cada grupo defender sua tese e atacar a tese defendida pelo grupo oponente.
O processo inicia-se com o lançamento do tema proposto pelo professor.
O tema dos 7º anos será: Culpadas ou inocentes, mulheres queimadas na idade média, acusadas de bruxaria.
O tema dos 8º ano será: Culpados ou inocentes, operários acusados de baderna e vandalismo no inicio da revolução industrial.
O tema do 9º ano será: Golpe de 1964. Defesa do Brasil contra o comunismo ou golpe das elites contra a democracia para evitar a distribuição de renda.
Os alunos se preparam previamente para defender o tema com argumentos convincentes. Dar um tempo inicial para que os alunos socializem suas informações no grupo, antes do início do debate. A partir daí, cada grupo lança a sua tese inicial, defendendo seu ponto de vista na medida em que surjam réplicas e tréplicas.
O professor, como coordenador da atividade, também pode lançar perguntas que motivem o debate, evitando fornecer respostas ou apoiar alguma das posições.
Por fim, cada grupo tem um tempo para suas considerações finais.
O júri popular, então, reúne-se para socializar seus apontamentos, feitos ao longo da atividade, e decretar o veredicto.

Etapas do júri simulado

Tempo (aula de 60 min)

    Socializar as ideias nos grupos - 10 min
    Defesa da tese inicial - 10 min (5 min para cada grupo)
    Debate entre grupos - 20 min
    Considerações finais - 10 min (5 min para cada grupo)
    Veredicto - 5 min

Objetivos

    Estudar e debater um tema, levando todos os participantes do grupo a se envolver e tomar uma posição.
    Exercitar a expressão e o raciocínio.
    Desenvolver o senso crítico.

Funções dos participantes

Juiz: Dirige e coordena o andamento do júri.
Advogado de acusação: Formula as acusações contra o réu ou ré.
Advogado de defesa: Defende o réu ou ré e responde às acusações formuladas pelo advogado de acusação.
Testemunhas: Falam a favor ou contra o réu ou ré, de acordo com o que tiver sido combinado, pondo em evidência as contradições e enfatizando os argumentos fundamentais.
Corpo de Jurados: Ouve todo o processo e a seguir vota: Culpado ou inocente, definindo a pena. A quantidade do corpo de jurados deve ser constituído por número ímpar (3, 5 ou 7).
Público: Dividido em dois grupos da defesa e da acusação, ajudam seus advogados a preparar os argumentos para acusação ou defesa. Durante o juri, acompanham em silêncio.
Passos

    Coordenador apresenta o assunto e a questão a ser trabalhada.
    Orientação para os participantes.
    Preparação para o júri.
    Juiz abre a sessão.
    Advogado de acusação (promotor) acusa o réu ou ré (a questão em pauta).
    Advogado de defesa defende o réu ou a ré.
    Advogado de acusação toma a palavra e continua a acusação.
    Intervenção de testemunhas, uma de acusação.
    Advogado de defesa, retoma a defesa.
    Intervenção da testemunha de defesa.
    Jurados decidem a sentença, junto com o juiz.
    O público avalia o debate entre os advogados, destacando o que foi bom, o que faltou.
    Leitura e justificativa da sentença pelo juiz.
    
Avaliação

    Que proveito tiramos da dinâmica?
    O que mais nos agradou?
    Como nos sentimos?
    O que podemos melhorar?

Giélia Silva Macedo Assistente Social e professora de Sociologia no Colégio Modelo, Itapetinga-BA. gieliasm@bol.com.br

Fonte: site do Jornal Mundo Jovem

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Projeto História e Canções - Consciência Negra - Da Àfrica até o seculo XXI - Para o pessoal do 8º ano - Sub-Tema: Escravidão e Lutas pela Lbertação

Projeto História e Canções - Consciência Negra - Da Àfrica até o seculo XXI
Ligiana e Ameth Male cantam "La lune de Gorée" de Gilberto Gil e Capinan.
Para o pessoal do 8º ano - Sub-Tema: Escravidão e Lutas pela Lbertação

A Ilha de Gorée foi um dos principais pontos de comércio de escravos do continente africano para as Américas.

A lua que se ergue
Na ilha de Gorée
É a mesma lua
Que se ergue em todo o mundo

Mas a lua de Gorée
Tem uma cor profunda
Que não existe
Em outras partes do mundo
É a lua dos escravos
É a lua da dor

Mas a pele que há
Nos corpos de Gorée
É a mesma pele que cobre
Todos os homens do mundo

Mas a pele dos escravos
Tem uma dor profunda
Que não existe de forma alguma
Em outros homens do mundo
É a pele dos escravos
Uma bandeira de liberdade
https://www.youtube.com/watch?v=H2rrozWUS3E
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  Massemba (samba-riscado) - Maria Bethânia (Show Brasileirinho - 2004)
 Massemba
http://www.youtube.com/watch?v=CshfdZy8hJM

Que noite mais funda calunga
No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas
Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito
Káwo-kabiesile-káwo
Okê-arô-okê
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão
Vou baixar no seu terreiro
Êpa raio, machado e trovão
Êpa justiça de guerreiro
Ê semba ê ê samba ah
O batuque das ondas
Nas noites mais longas
Me ensinou a cantar
Ê semba ê ê samba ah
Dor é o lugar mais fundo
É o umbigo do mundo
É o fundo do mar
Ê semba ê ê samba ah
No balanço das ondas okê arô
Me ensinou a bater seu tambor
Ê semba ê ê samba ah
No escuro porão eu vi o clarão
Do giro do mundo
Que noite mais funda calunga
No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas
Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito
Káwo-kabiesile-káwo
Okê-arô-okê
Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão
Vou baixar no seu terreiro
Êpa raio, machado e trovão
Êpa justiça de guerreiro
Ê semba ê ê samba ah
Ê céu que cobriu nas noites de frio
Minha solidão
Ê semba ê ê samba ah
É oceano sem fim, sem amor, sem irmão
Ê káwo quero ser seu tambor
Ê semba ê ê samba ah
Eu faço a lua brilhar o esplendor e clarão
Luar de luanda em meu coração
Umbigo da cor, abrigo da dor,
A primeira umbigada é massemba yayá
Yayá massemba é o samba que dá
Ô aprender a ler
Pra ensinar meus camaradas
Vou aprender a ler
Pra ensinar meus camaradas
... prender a ler
Pra ensinar meus camaradas
Vou aprender a ler
Pra ensinar meus camaradas
Que noite mais funda calunga...
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domingo, 5 de maio de 2013

Os grêmios e a ação estudantil


Sendo a escola o espaço aglutinador da juventude, é ela em si o espaço central e privilegiado para a formação de lideranças e promoção de cultura cívica. Emerge daí a importância do processo de formação e consolidação dos grêmios estudantis.
Por definição socialmente comungada e legalmente reconhecida, o grêmio é o espaço de representação dos alunos na escola, configurando-se como instrumento destes para a materialização de seus desejos e expressão de suas reivindicações.
Aprender com a prática
A experiência democrática inerente ao processo de formação e consolidação dos grêmios é também um importante processo pedagógico. Afinal, os alunos vivenciam no período de eleição a construção de uma chapa, constroem coletivamente planos de governo, pautados nos anseios deles próprios e dos demais estudantes; participam do pleito eleitoral e, posteriormente, gerenciam o grêmio. Ou, caso não sejam os vencedores ou sejam alunos que não participaram da disputa eleitoral, colaboram com os eleitos, cobrando-os ou construindo com eles a gestão estudantil.
Claramente, as vantagens extraídas de uma experiência democrática representativa na escola são muitas, ainda mais se os frutos a serem colhidos forem considerados também no longo prazo. Em primeiro lugar, porque os jovens, logo no momento em que começam a consolidar sua identidade como cidadãos, iniciam sua vida política como sujeitos de um processo coletivo de escolha e tomada de decisão. Em alguns casos ainda têm a incumbência de gerir uma associação representativa. Em segundo lugar, a participação no grêmio estudantil é um intenso processo pedagógico de negociação, questionamento e empreendedorismo, elementos centrais no amadurecimento individual e profissional dos estudantes, queiram eles optar pela carreira pública ou não.
Um outro aspecto importante é o fato da participação no grêmio incitar os jovens a exercerem e dominarem atividades formais, geralmente administrativas e notadamente imprescindíveis ao encaminhamento bem-sucedido de seus projetos de vida.
Elaborar o estatuto e o regimento interno, fazer as atas das reuniões, controlar e preencher o livro-caixa, responder cartas, buscar parceiros e financiadores, escrever jornais, convocar e organizar assembléias, fazer balanços, negociar com a direção da escola, escrever e viabilizar projetos e empreendimentos diversos, debater publicamente etc. Tudo isso desenvolve inúmeros conhecimentos e capacidades essenciais na vida, tanto juvenil como adulta, permitindo ao estudante um desenho plausível de um futuro desejado e exeqüível, em que o sonho está pautado numa sólida análise da realidade que ele terá que enfrentar.
Ação política
Como o grêmio estudantil é uma instituição política, representativa e democrática dentro da escola, sua atuação tende a tornar a unidade escolar um espaço público amplo e difusor de politização, inclusive à comunidade do entorno. Isso ocorre porque a ação política, por definição, é preeminente e a partir do momento em que ela é disparada, logo uma outra a sucede, criando um caminho sem volta de onde emergem conflitos, propostas, discursos, mas essencialmente ngociação e experiência coletiva.
Como uma ação política gera outra, necessariamente, no momento em que os jovens optam pela participação nos grêmios, naturalmente iniciam suas atividades reivindicando por melhorias no espaço físico da escola etc. Mas com o decorrer do tempo, logo passam a discutir temas de grande abrangência pública como projeto político-pedagógico, programas de cultura e lazer às juventudes presentes na unidade escolar, políticas de emprego, política educacional (com especial atenção ao acesso à universidade), violência, entre outros. Depois de acesa e alimentada, a chama da participação domina o espírito dos estudantes e os encoraja ao exercício da cidadania. Com o tempo, eles ocupam todas as instituições da escola (Conselho Escolar e Associação de Pais e Mestres), chegando muitas vezes a liderá-las, além de atuar em outras organizações externas ao ambiente escolar, superando em alguns casos as fronteiras comunitárias.
Infelizmente, não são todos os grêmios que alcançam plenamente esses resultados. Em parte isso ocorre pelos próprios limites da cidadania e da cultura cívica democrática no Brasil. Mesmo sendo a escola algo nada novo, trabalhar em seu território, aproveitar as suas potencialidades e superar seus obstáculos, a torna um espaço propício para o semear de perspectivas e colheita de soluções.
Daniel Tojeira Cara

GRÊMIO ESTUDANTIL: CARTILHA DO ESTUDANTE

Projeto: Jovem Cidadão

GRÊMIO ESTUDANTIL: CARTILHA DO ESTUDANTE

Org.: Adilson Motta, 2013

Quem não se movimenta não sente as cadeias que o prende. (Rosa Luxemburgo)

Apresentação

O objetivo desta cartilha é servir de orientação aos alunos e educadores (professores, direção, equipe pedagógica). A mesma apresenta instruções de como montar um grêmio, quais seus objetivos, seus direitos e seus deveres. É produto de organização e compilação de Adilson Motta em trabalhos diversos desenvolvidos por  vários companheiros de luta, os quais adquiriram ao longo de suas  histórias as mais diversas e inesquecíveis experiências. De forma  resumida, e posso afirmar, é fruto de muitas pesquisas, é  verdadeiramente o produto de um trabalho social.

Introdução

Ao analisarmos os acontecimentos históricos, aprendemos que a juventude  sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil,  não é diferente. Aproveitamos o espaço para relatarmos, mesmo que de forma  resumida, que os estudantes organizados sempre se posicionaram, defendendo os  direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo  ativamente na construção de um país melhor. Cem anos depois de instituídos os  primeiros cursos superiores no Brasil, em 1927, por iniciativa de Celso Gand Ley, o  dia 11 de agosto tornou-se, também, o Dia do Estudante. Neste período a  participação estudantil já era relevante no cenário político nacional.

Os estudantes participaram das lutas abolicionistas, da independência, da  república. E de lá para cá, a participação política dos estudantes brasileiros está  intensamente ligada com a trajetória do país e posicionou-se nos momentos mais  difíceis para o Brasil de forma determinada e combativa. Uma das marcas deixadas  pelos estudantes é a luta pela democracia, pela liberdade e contra o golpismo. Foi  assim em 1945, quando os estudantes romperam com o Estado Novo; em 1954  quando os estudantes se posicionaram contra o golpe orquestrado para derrubar o  presidente Getúlio Vargas, e durante os 28 anos de ditadura militar no Brasil.

Justificativa

Procurando atender aos pedidos dos estudantes, os quais desejam organizar-se em  forma de Grêmio Estudantil, mas no entanto, lhes faltam informações sobre o  assunto, montamos este material e neste espaço estamos colocando alguns  subsídios que servem de ajuda para os jovens na formação de um Grêmio
Estudantil.

Índice

. Introdução
. Justificativa
. Movimento Estudantil, uma História de Resistência
. O que é Grêmio Estudantil?
. Quais os principais objetivos do Grêmio Estudantil?
. A Importância dos Grêmios Estudantis
. Participar é Transformar
. Direito Garantido por Lei
. Como organizar um Grêmio Estudantil?

Movimento Estudantil, uma História de Resistência

A resistência que existe até hoje em nosso país sobre os movimentos estudantis e que fizeram  muitos companheiros tombarem desde a formação da UNE (União dos Estudantes), vem  principalmente da época em que a burguesia brasileira se instalou mais explicitamente as  “suas garras” (Ditadura Militar), não foi porque simplesmente reivindicam educação   pública, democrática e de qualidade e sim porque a classe dominante sabia e sabe que os
estudantes têm clareza do que é necessário para uma transformação da sociedade.

Muitos jovens, no quotidiano da vida escolar encontram-se “isolados e aprisionados” por não  estarem unidos e usarem a grande arma que têm nas mãos: a liberdade, a cidadania e o voto. É  hora de darem as mãos e romperem as amarras da acomodação. Afinal, a juventude representa  mais de 50% da sociedade civil.

O que é o Grêmio Estudantil?

O Grêmio é a organização que representa os interesses dos estudantes de cada escola. Ele  [Grêmio Estudantil] permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de  ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade.

O Grêmio é também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência,  responsabilidade e de luta por direitos. Deve ser também, o meio de conscientização para que os  estudantes lembrem não só de adquirir direitos, mas também de cumprir com seus deveres.  Quais os principais objetivos do Grêmio Estudantil?

Toda e qualquer organização, e criada por desejo de se alcançar determinados objetivos, os  objetivos são variados, no entanto existem os principais objetivos. No Grêmio Estudantil não é  diferente, e de forma resumida é importante deixar claro que um de seus principais objetivos é  contribuir para aumentar a participação dos alunos nas atividades de sua escola, organizando  campeonatos, palestras, projetos e discussões [sobre políticas publicas], fazendo com que eles  tenham voz ativa e participem – junto com pais, funcionários, professores, coordenadores e
diretores – da programação e da construção das regras dentro da escola.

Um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, como organizar festas nos finais, no entanto,  deve–se deixar claro que um Grêmio Estudantil não existe simplesmente para organizar festas, sua  missão é muito mais especial. O Grêmio Estudantil é a ferramenta para a formação dos  estudantes, pois ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a  comunidade.

Nos estatutos dos Grêmios Estudantis, deve rezar que é objetivo do Grêmio:

: I - Representar condignamente o corpo discente;

II - Defender os interesses individuais e coletivos dos estudantes;

III - Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de seus membros;

IV - Promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e alunos no trabalho
Escolar buscando seus aprimoramentos;

V - Realizar intercâmbio e colaboração de caráter desportivo, cívico, cultural, social e educacional  com outras instituições de fins congêneres, assim como a filiar - se às entidades gerais UMES  (União Municipal dos Estudantes), e a União Geral dos Estudantes do Estado e UBES (União  Brasileira dos Estudantes Secundaristas);

VI - Lutar pela democracia permanente na Escola, através do direito de participação nos fóruns
internos de deliberação da Escola.

A IMPORTÂNCIA DOS GRÊMIOS ESTUDANTIS


Os Grêmios Estudantis têm um papel fundamental na construção de uma sociedade mais unida e solidária.
Eles são a “célula” do movimento, os espaços que reúne pessoas, para mostrar seus projetos, debater  realidades e possíveis conquistas.

É importante que os componentes do Grêmio, vencedores de eleição, ocupem estes espaços, integrem o maior
número de pessoas possíveis nas discussões, tornando-os sujeitos do processo de transformação – que será
uma construção coletiva.

Em todo lugar sempre tem algo importante a ser melhorado ou construído. Na sua escola, com certeza, não
é diferente. O Grêmio Estudantil é uma das primeiras oportunidades que os jovens têm de participar da
sociedade, por isso afirmamos que ele é o canal da cidadania. Com o Grêmio, os alunos têm voz na
administração da escola, apresentando suas ideias e opiniões não só para comunidade escolar, mas para toda a
sociedade.
É importante lembrar que, toda participação exige responsabilidade! Um Grêmio Estudantil
compromissado deve procurar defender os interesses dos alunos, firmando, sempre que possível, uma parceria
com todas as pessoas que participam da comunidade escolar. É necessário trabalhar em parceria com os
diretores, coordenadores, professores e pais de alunos. Somente assim o Grêmio atuará verdadeiramente em
benefício da escola e da comunidade.

Participar é Transformar

Participar é importante para poder transformar. Se não estamos satisfeitos com alguma coisa, podemos
propor alternativas e participar na sua transformação. Se estamos contentes com algo, podemos participar
na sua divulgação e contribuir para que outras pessoas aprendam com nossa experiência. Isso é exercício
de cidadania.

Por isso é muito importante aprendermos a participar organizadamente das atividades da sociedade, da
nossa comunidade e da nossa escola. E a melhor forma de aprender a participar é participando, ou seja,
aproveitando as oportunidades que aparecem ou mesmo criando-as. Quanto mais estimulamos a
colaboração e a solidariedade dentro da escola e em nossa comunidade, mais estaremos participando da
construção de uma cidadania ativa, consciente e responsável.

A palavra “grêmio” significa união, liga, agregação. Por isso o Grêmio Estudantil, nada mais é do que, os
estudantes unidos em busca de objetivos comuns e a frase de incentivo para tal união é “ o povo unido,
jamais serão vencidos’’. Não podemos nos esquecer de que o Grêmio Estudantil participa da rede de atores
envolvida com o cotidiano da escola e comprometida com seu dia-a-dia (diretores, professores, funcionários,
pais, alunos etc.). Um Grêmio que estabelece uma boa rede de relações com os outros atores da
comunidade escolar terá mais pessoas comprometidas com as ações que pretende realizar, e assim poderá
ampliar o alcance e o impacto de suas iniciativas. PORTANTO, É IMPORTANTE:

• Saber negociar com a direção da escola, mostrando sempre a importância e a necessidade daquilo que se
pretende organizar. • Buscar o envolvimento dos professores nos projetos, pois eles podem contribuir de
formas muito diversificadas e ricas nas ações do Grêmio. • Investir na comunicação do Grêmio: divulgar
sempre e de diversas formas (por exemplo: por cartazes, rádio ou reuniões) as ações que o Grêmio
realizou, está realizando e realizará. • Ouvir as sugestões e criticas que os alunos trazem. Afinal, não
podemos esquecer que o Grêmio existe para representá-los. Mas vale a recomendação: quando uma
sugestão não é viável, é muito importante comunicar os alunos sobre a inviabilidade da ideia, afinal eles têm
o direito de saber o porquê. • Fazer parcerias com instituições (sociais, esportivas etc.) e estabelecimentos
comercias da região: envolvê-los em gincanas, campanhas, ações sociais, culturais e políticas da
comunidade. Uma dica importante: não esqueça nunca de divulgar o nome dos parceiros que colaboram
com o projeto, é uma medida justa e estratégica para futuros apoios. • Nunca esquecer: sem trabalho em
equipe não existe Grêmio! E sem Grêmio os alunos não podem explorar todas as sua s ideias para melhorar
a escola.


DIREITO GARANTIDO POR LEI

. A Lei Federal nº 7.398, de 1985, garante a organização de grêmios estudantis como entidades autônomas
para representar os estudantes em qualquer escola pública ou particular do país, com finalidades
educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais. Todos os projetos deverão ser aprovados em
assembleia geral. A aprovação e a escolha dos dirigentes serão realizadas pelo voto direto e secreto de cada
estudante, observando as normas da legislação eleitoral e as regras da escola, a qual o grêmio é pertinente.
Não apenas em uma escola, mas em todas as escolas em projetos restritos e comum.

Mas como organizar um Grêmio Estudantil?

O grande e primeiro passo para organizar um Grêmio Estudantil é “o desejo”, pois quando
desejamos verdadeiramente alguma coisa, naturalmente buscamos realiza-la. Desejar é o primeiro
passo, no entanto e necessário ter um perfil e ideal já traçado. Para se traçar tal perfil e ideal, se
faz necessário buscar saber o que é um Grêmio estudantil? Qual é o seu principal objetivo? Qual é
a meta a ser alcançada? Estas e outras perguntas devem estar sempre presentes na mente dos
estudantes, para que o trabalho do Grêmio Estudantil não se perca. Para contribuir com a reflexão
de vocês, levantamos algumas possibilidades de organização de um Grêmio. Elas tratam de temas
que serão definidos em seu próprio Estatuto, conforme o § 2º da Lei fed. N° 7398.

Os 5 passos para criar um Grêmio Estudantil - Para formar [criar] o Grêmio são
necessários 5 grandes passos, todos muito importantes. Descrevemos abaixo, cada um dos
passos: 1º PASSO • O grupo interessado em formar o Grêmio comunica a direção escolar,

divulga a proposta na escola e convida os alunos interessados e os representantes de turmas (se
houver) para formar a COMISSÃO PRÓ-GRÊMIO. Este grupo elabora uma proposta de
Estatuto que será discutida e aprovada pela Assembleia Geral, alem de ter a missão de
organizar palestras, seminários e outras atividades que visam informar e formar os alunos
sobre o assunto GREMIO ESTUDANTIL. 2º PASSO • A Comissão Pró-Grêmio convoca
todos os alunos da escola para participar da ASSEMBLÉIA GERAL. Nesta reunião, decide-se
o nome do Grêmio, o período de campanhas das chapas, a data das eleições e aprova-se o
ESTATUTO DO GRÊMIO. Nessa reunião também se definem os membros da COMISSÃO
ELEITORAL. Importante: A Assembleia Geral precisa ser registrada em ata. 3º PASSO • Os
alunos se reúnem e formam as CHAPAS que concorrerão na eleição. Eles devem apresentar
suas ideias e propostas para o ano de gestão no Grêmio Estudantil. A Comissão Eleitoral
promove debates entre as chapas, abertos a todos os alunos. 4º PASSO • A Comissão Eleitoral
organiza a ELEIÇÃO (o voto é secreto). A contagem é feita própria Comissão Eleitoral, sendo
fiscalizada por um ou mais fiscais de cada CHAPA e, eventualmente, acompanhado dos
coordenadores pedagógicos da escola. No final da apuração, a Comissão Pró-Grêmio deve
fazer uma Ata de Eleição para divulgar os resultados. 5º PASSO: A Comissão Pró-Grêmio
envia uma cópia da Ata de Eleição e do Estatuto para a Direção Escolar e organiza a
cerimônia de POSSE DA DIRETORIA do Grêmio (quem cuidará do que no Grêmio
Estudantil).

GLOSSÁRIO


Grêmio Estudantil – Segundo a leia Federal de n° 7.398, de novembro de 1985, que
dispõe sobre a organização de entidades estudantis de 1º e 2º graus e assegura aos estudantes o
direito de se organizar. Define que Grêmio Estudantil e uma entidade autônoma representativa dos
interesses dos estudantes secundaristas de cada escola, com finalidades educacionais, culturais,
cívicas, desportivas e sociais.

ASSEMBLÉIA GERAL DO CORPO DISCENTE - Reunião de todos os alunos da escola para
discutir e aprovar alguma proposta do Grêmio estudantil. É o órgão máximo de decisão do Grêmio
Estudantil. Para garantir que a decisão da Assembleia Geral seja representativa, pelo menos 10%
dos alunos matriculados na escola deverão estar presentes na reunião, do contrário, convoca-se
outra Assembleia Geral.

COMISSÃO PRÓ-GRÊMIO - A Comissão Pró-Grêmio, é um grupo de alunos que reúnem –se
para iniciar a organizar o Grêmio Estudantil. Essa comissão deve ler e responder de acordo com a
necessidade da sua escola.

Podemos resumir dizendo que a Comissão Pró – Grêmio e o Grupo de alunos interessados na
formação do Grêmio. Tendo tarefas: divulgar a ideia do Grêmio na escola, elaborar o Estatuto do
Grêmio e convocar a Assembleia Geral de oficialização do Grêmio Estudantil.

COMISSÃO ELEITORAL - Grupo formado por três ou mais alunos de cada chapa, podendo
participar representantes de entidades gerais [tais como: União Municipal dos Estudantes, União
Geral dos Estudantes do Sul e Sudeste do Pará], um ou mais professores e ate um representante
da Coordenação Pedagógica da escola. A Comissão Eleitoral será responsável em propor regras
eleitorais e por todo o processo eleitoral: fazer as cédulas com os nomes das chapas, providenciar

a urna, contar os votos e divulgar os resultados das eleições para Diretoria Administrativa e
Executiva.

QUORUM - Número de pessoas presentes em uma reunião, assembleia ou discussão.
Pode-se estabelecer um quorum mínimo, ou seja, um número mínimo de pessoas necessário para
legitimar uma decisão.

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES (APM)

É uma instituição auxiliar da escola, que tem como objetivo contribuir com o processo
educacional e a integração família-escola comunidade. Como a escola não tem autonomia para
movimentar recursos financeiros diretamente, é pela APM que recebe e aplica recursos vindos da
Secretaria de Educação ou resultante de festas, contribuições etc.
É composta por, no mínimo, 23 pessoas (onze no Conselho Deliberativo, nove na Diretoria
Executiva e três no Conselho Fiscal).


CONSELHO DE ESCOLA


O Conselho é o maior órgão de decisão da escola. É composto por membros de toda a
comunidade escolar, através do processo democrático.

MAIORIA SIMPLES DE VOTO - Considerando o total de votos obtidos, vence quem receber o
maior número de votos (metade mais um).


Existem três níveis de representação das entidades estudantis: as municipais, as
estaduais e a federal. Elas são autônomas.

Representa os estudantes do Ensino Fundamental e Médio em todo município de Parauapebas [no
campo e na cidade]. Toda cidade pode ter sua entidade.


* Glossário por Girlan Pereira, Parauapebas.

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